sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Fruto Proíbido - Sherry Thomas, opinião

Eis um livro que, simplesmente, adorei e recomendo vivamente!


Título Original: Delicious
Autor: Sherry Thomas
Editora: Quinta Essência
Número de páginas: 334

1892: Um romance doce como chocolate junta uma cozinheira de reputação escaldante, um advogado com queda para a sedução e um baile digno de um conto de fadas.
Será a receita certa para escandalizar a sociedade londrina... ou simplesmente a receita mais deliciosa de sempre?

Sinopse:
Os prazeres proibidos são sempre os mais doces… E, afinal, a felicidade pode ser servida num prato…
Famosa em Paris, mal-afamada em Londres, Verity Durant é tão conhecida pelos seus dotes culinários quanto pela sua vida amorosa. Contudo, essa será a menor das surpresas que espera o seu novo empregador quando este chega a Fairleigh Park, a propriedade que acaba de herdar após a inesperada morte do seu irmão.
Para Stuart Somerset, uma estrela política em ascensão, Verity Durant é apenas um nome e a comida é apenas comida, até degustar o primeiro prato confeccionado por ela. Até então, a única vez que experimentara tamanho despertar dos sentidos fora numa perigosa noite de paixão com uma estranha que desaparecera com a madrugada. Dez anos de espera pelo prato principal é muito tempo, mas quando Verity Durant entra na sua vida, apenas uma coisa conseguirá satisfazer Stuart. O apetite dele pela luxúria será vingança ou o mais excepcional dos acepipes — o amor? O passado de Verity alberga um segredo que poderá devorá-los a ambos, ao mesmo tempo que tentam alcançar o mais delicioso dos frutos...

Sobre a Autora:
Sherry Thomas chegou aos Estados Unidos aos treze anos. No espaço de um ano, com a ajuda do seu fiel dicionário de inglês-chinês, já lia romances históricos de 600 páginas. O vocabulário que respigou dessas histórias marcadas pelo tom de insaciável paixão tornou-se muito útil quando começou ela própria a escrever romances.
Sherry tem um bacharelato em Economia pela Universidade da Luisiana e um mestrado em Contabilidade pela Universidade do Texas. Vive na zona central do Texas com o marido e os dois filhos. Quando não está a escrever, gosta de ler, jogar jogos de computador com os filhos e… ler ainda mais um pouco.
O Fruto Proíbido foi eleito Melhor Romance de 2008 pela publicação Library Journal e escolhido como Top Pick e Fresh Pick pela revista Romantic Times e pelo sítio Fresh Fiction, respectivamente. O romance de estreia da autora, Private Arrangements, foi considerado um dos melhores livros de 2008 pela revista Publishers Weekly.

Críticas de imprensa
«Um esplêndida confecção vitoriana… Uma história que faz lembrar o conto da Cinderela com um fascinante toque culinário… imperdível.»
Publishers Weekly

«Sublime. Um prazer literário simplesmente irresistível.»
Chicago Tribune

«Personagens complexas e bem construídas dão vida a uma história única de amor, perda e reconciliação. Um romance delicioso, que deve ser bem saboreado.»
Library Journal

«Sherry Thomas deslumbra os leitores com esta história inteligente e envolvente, marcada por personagens inesquecíveis. O romance é delicioso, de fazer crescer água na boca…»
Romantic Times

«Um livro fascinante, escrito de forma muito eloquente.»
Night Owl Romance

Opinião:
Acabei de o ler nem há um par de horas e estou... ironicamente, sem palavras.
Este é um livro que, sem dúvidas, excedeu as expectativas que guardava desde que o coloquei na minha wishlist nº1.

A sinopse fala de uma cozinheira de grande reputação, cuja comida é capaz de libertar todos os sentidos, emudecendo quem a prova; e do irmão do seu falecido empregador, Stuart Somerset, um promissor advogado que ambiciona fazer o mais correcto.
Esta história começa dez anos antes, quando as suas vidas se cruzam e ficam irremediavelmente ligadas numa noite que deixa marcas.
Mais tarde, no presente, reencontram-se; Stuart, sem sequer imaginar que a sua preciosa Cinderela e Madame Durante são na realidade, uma e a mesma pessoa, e que esta vive provocando-lhe os sentidos, a cada prato, despertando um desejo que Stuart sabia há muito tempo adormecido.

Porém, como no conto, Verity enfreta diversos obstáculos, um em especial com o Príncipe que está comprometido com outra jovem.
Guiada pela esperança,
"Esperança. A Esperança trouxera-a a Londres quando a Sensatez a teria feito partir para Paris. A esperança que ardia nela como o fogo eterno, a chama de uma oração por ele, por ambos, por um milagre."
e confrontada pela dúvida,
"Por vezes interrogava-se se ainda gravitava em redor dele simplesmente porque não conseguia enfrentar o facto de o seu fiel amor poder ter sido um erro, um bonito erro, mais ainda assim um erro enorme e ubíquo."
Verity, munida da sua coragem e dos seus dotes culinários, decide lutar pelo futuro com o homem que ama e deixou escapar dez anos antes.

Em suma, esta é a história da Cinderela dos tempos modernos, de uma "Cinderela que pragueja, fuma e bebe um pouco de mais. Tem dores nos pés e nas costas. E é rancorosa e adoraria que a sua carruagem de abóbora atropelasse a Madrasta Má. E o Príncipe Sapo também, se possível."
Mas que, apesar das adversidades, conseguiu ficar com o príncipe e ir contra o: E não viveram felizes para sempre. Fim.


Classificação: 5/5

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Retrato de Família - Jojo Moyes, opinião

Depois de uma longa ausência, (por vezes, as pausas também são necessárias), estou de volta às leituras.
E trago comigo um livro que já li há algum tempo e me surpreendeu muito.
 
Título Original: Sheltering Rain
Autor: Jojo Moyes
Editora: Porto Editora
Número de Páginas: 416

Sinopse:
1953, Isabel II é coroada. A comunidade inglesa em Hong Kong reúne-se para celebrar o acontecimento. Para Joy, trata-se apenas de mais uma reunião enfadonha, idêntica a tantas outras. Mas a sua vida transformar-se-á nessa mesma noite ao conhecer o jovem oficial da Marinha Edward Ballantyne. A impulsiva proposta de casamento após um breve encontro parece ser a resposta a todos os desejos de Joy.

Mais de quarenta anos volvidos, Joy e Edward vivem na Irlanda e a sua relação com Kate, a filha, e Sabine, a neta de dezasseis anos, é distante e fria. Em Londres, Kate tenta resolver mais uma das suas inúmeras crises amorosas e, numa tentativa de proteger Sabine, decide que ela vá passar umas férias com os avós.

Para surpresa geral, Sabine parece adaptar-se bem à vida no campo e ao difícil temperamento da avó. Até que o súbito agravamento do estado de saúde de Edward obriga Kate a um inesperado regresso à casa de família, reabrindo as velhas feridas que a separam de Joy. Que segredos afastam mãe e filha? Poderá Sabine unir duas gerações tão diferentes, ou cairá também ela no silêncio que as separa?

Sobre a Autora:
Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Estudou jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Retrato de Família, e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro.
Publicou depois Foreign Fruit (2003), The Peacock Emporium (2004), The Ship of Brides (2005), Silver Bay - A Baía do Desejo (2007), Um Violino na Noite (2008), The Horse Dancer (2009) e A Última Carta de Amor (2010), título que obteve o prémio Romantic Novel of the Year.
Jojo Moyes foi uma das poucas autoras a ganhar por duas vezes o prémio Romantic Novel of the Year, primeiro com Foreign Fruit e agora com A Última Carta de Amor. Do catálogo da Porto Editora constavam já os seus romances Silver Bay - A Baía do Desejo, Um Violino na Noite e Retrato de Família.


Opinião:
Este foi um livro que me surpreendeu pela positiva.
A sinopse dá-nos a ideia geral que a história gira à volta de três gerações: Joy, a avó; Kate, a mãe, e Sabine, a filha. Todas elas separadas por um desentendimento criado por falta de compreensão, e que só o tempo e Sabine poderão reparar.
Mas no fundo é muito mais do que isso. No fundo, é um livro que retrata a importância dos laços familiares e a importância da família em si.

O início da história situa-se na juventude de Joy, no dia em que a Princesa Isabel II é coroada, e Joy vislumbra o bilhete para a sua liberdade, através de Edward Ballantyne, um oficial da marinha e seu futuro marido.
A partir daí, o leitor é viaja em planos alternados, onde lhe é dado a conhecer o desenrolar da vida de Joy e Edward, ao mesmo tempo que o presente relata a relação disfuncional de Kate com a filha adolescente, e do modo como a última vai reatar a relação com os avós, enquanto passa uma temporada na Irlanda.

A autora faz ver que não há famílias perfeitas. Esta então está longe de o ser, pois, por detrás desse quadro bonito, escondem-se os problemas, dilemas, conflitos, enfim, tudo e mais alguma coisa, por que cada família passa.  Embora esteja tudo tão enraízado, as três vão ter de aprender a fazer cedências e a pôr os feitios e temperamentos fortes de lado, de modo a que novos laços possam sobrepôr-se aos que jazem quebrados e esquecidos.
E este é o retrato de uma família que, tendo passado décadas desfragmentada,  tem de aprender a ser novamente um todo, ainda que para isso seja necessário recordar o passado e desenterrar alguns segredos que se julgavam há muito esquecidos.

Este foi um livro em que senti que cresci.
Ao longo da narrativa revi o meu papel de filha, que nem sempre compreende ou se insinua impetuosa, e percebi uma vez mais, que independentemente das falhas e diferenças, a família é um dos alicerces que de mais importantes temos na nossa vida e o qual devemos estimar e manter sempre junto de nós.

Foi um livro que gostei muito de ler e que recomendo, pois, consegue surpreender até o leitor mais distraído.


Classificação: 4/5

segunda-feira, 22 de outubro de 2012