sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Balanço Literário

Olhando para trás, este ano li menos do que o anterior, e o desafio a que me propus ficou incompleto. Mas ainda assim, penso que foi um ano positivo, pois, apesar das ocasionais faltas de tempo, no geral, consegui ir lendo qualquer coisa (mais em alguns meses, menos ou nenhum noutros) e o importante é que a leitura não faltou. (Mais que não fosse, sebentas e outras que tais da faculdade :p)

A nível literário houve pontos altos e baixos. Livros que gostei, que me surpreenderam pela positiva, que, de certo modo me marcaram, e que quase devorei. (carregando nas imagens acedem às opiniões)

 http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/01/a-arvore-dos-segredos-sarah-addison.html   http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/02/a-guerra-dos-tronos-george-rr-martin.html  http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/08/heat-wave-richard-castle-opiniao.html  http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/09/inferno-dan-brown-opiniao.html  http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/12/morte-em-pemberley-pd-james-opiniao.html

Depois temos outros que foram uma desilusão, que me fizeram desistir da leitura sem olhar para trás, ou que, apesar de terem proporcionado uma leitura minimamente agradável, pecaram na falta de consistência, coesão e conteúdo.

http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/01/jogos-secretos-jill-mansell-opiniao.html  http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/09/o-remedio-michelle-lovric-opiniao.html 
 http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/12/aposta-indecente-matilda-wright-opiniao.html http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/02/sapatos-de-rebucado-joanne-harris.html


Ainda tenho um livro em mãos - deu-me para ler "O Protector", de Madeline Hunter (que já esteve há dois anos nas minhas mãos, e me foi oferecido um ano depois). Devo acabá-lo muito em breve, de preferência antes que o meu estágio começe - ou seja, tenho até dia 6 de Janeiro para isso. Oh boy, wish me luck! :P. 

A nível de blogue, sinto-me orgulhosa por, apesar das ausências, ter conseguido manter o blogue até hoje, e através dele, mantido contacto com pessoas fantásticas neste vasto mundo da blogosfera! E penso que é óptimo quando conseguimos levar a cabo um projecto que envolve uma paixão como é a leitura e podemos partilhar o que pensamos e sentimos quando folheamos um livro, e nesses momentos somos levados para outro universo. Penso que nesse aspecto este ano foi super positivo, e agradeço profundamente todo o vosso apoio e feedback, que, de certo modo, me ajudou a crescer enquanto pessoa e enquanto blogger :) Obrigada!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Prendas de Natal Literárias

Já vos tinha dito que adoro o natal? É sempre uma época tão festiva, tão colorida, tão cheia de vida, com pessoas à nossa volta, risadas, momentos de partilha, e prendas, e doces, ai os doces xD
E prendas literárias eheh
Desde muito cedo, o hábito de leitura foi cultivado, pelo que, tenho a sorte de receber livros quase todos os natais e aniversários. E este ano não foi excepção :D

Este natal fui contemplada com 4 livrinhos:

Um foi uma auto-prenda (esta palavra existe, ou acabei de a inventar? :o):
Encontrei-o na Fnac do Chiado e não resisti em trazê-lo para casa! Já o tinha lido em inglês (quando o requisitei na biblioteca) mas queria mesmo tê-lo na estante. 







Dos padrinhos, recebi mais um da Danielle Steel. Quando me mudei pela 2a vez (já lá vai uma década?), fiz amizade com a vizinha da frente assim que ela me deu carta branca para a sua estante *-* E nessa altura li todos os que ela tinha desta autora. Por isso, estou curiosa com o que este trará.







E, finalmente dos paizinhos :D
Fiquei muito satisfeita pela surpresa :) Mas como em ambos os casos há um livro que os procede, vou esperar até os comprar. Se a curiosidade for muita, bem, dá-se a mão à palmatória e, se for preciso, depois relê-se ehehe

 


E pronto, estas foram as prendinhas deste ano, gostei muito! E espero que o próximo também traga novas surpresas :)
Então e vocês, receberam livros?

Beijinhos, umas excelentes entradas em 2014 e boas leituras!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!



Hoje é véspera de Natal e faz-me uma certa confusão, porque me parece que o tempo passou rápido demais... No entanto, o importante é que saibemos aproveitar o tempo da melhor maneira, e nos deixemos envolver por este espírito natalicio, apesar de todas as dificuldades e intempéries.
Por isso, desejo-vos a todos e aos que mais gostam, um Feliz e Santo Natal, com muito amor, paz, calor e harmonia!
E aos que gostam de livros, tanto ou mais que eu, que os tenham no sapatinho eheh (Pai Nataal, esta é para ti :P)
Beijinhos!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Aposta Indecente - Matilda Wright, opinião

 
Autora: Matilda Wright
Editora: Livros d'Hoje
Número de Páginas: 240

Sinopse:  

Ela ensinou-lhe que a vida não é um jogo...

Paris, 1854. Um dos homens mais ricos de França, o marquês de Villeclaire tem uma vida luxuosa e despreocupada, onde não falta nada que o dinheiro e a sua posição social possam pagar. Mulheres, jogo, festas, caçadas, palácios…
Mas uma aposta faz com que os destinos de Villeclaire e Catherine Duvernois, uma jovem e misteriosa viúva, se cruzem, numa altura em que uma nuvem negra tolda os dias do belo marquês, prestes a casar, contra sua vontade, com Blanche de Belfort.
A vida de Louis de Villeclaire desmorona-se…
Quem é Catherine Duvernois? E Blanche de Belfort? Alguém está a mentir. Mas quem? Porquê? A resposta mudará para sempre o futuro destas três personagens.

Um romance arrebatador, que se desenrola entre os sofisticados salões da aristocracia parisiense e as deslumbrantes paisagens do vale do Loire, levando os leitores numa viagem inesquecível por cenários de sonho, durante o reinado do Imperador Napoleão III.

Sobre a Autora:
Matilda Wright nasceu em Londres, em 1968. Estudou Literatura Inglesa em Cambridge e vive com o marido na região de Cúmbria, no Norte de Inglaterra, onde criam cavalos. Têm quatro filhos que, de vez em quando, também vivem lá em casa. Aposta Indecente, agora editado pela Livros d’Hoje, é o primeiro dos seus romances a ser publicado, dos muitos que tem escrito desde os seus tempos de Universidade, sem nunca os ter mostrado a nenhum editor.

Opinião:
Portanto, acabo de ler, venha a opinião fresquinha...

A história começa com o seu quê de mistério e intriga em volta da jovem viúva Catherine Duvernois, que, com apenas 22 anos, de um homem muito mais velho, avarento e aparentemente idiota - a sério, quem é que faz uma aposta irrealista de dois mil milhões de francos, e dá a mulher e as suas propriedades como garantia?, vê o seu destino irremediavelmente ligado a um homem, e pelo mesmo método a que foi forçada no passado.
É pois aqui que entra em cena o Marquês Louis de Villeclaire - um mulherengo do piorio, ou libertino e depravado assumido, como não tem problema de admitir. O Marquês é atraente, milionário, um idiota de primeira com as mulheres, mas lá no fundo, bem lá no fundo (imaginem-se a atirar uma pedrinha num poço sem fundo, e depois de não sei quanto tempo ouvem o som da pedra a embater contra algo), até tem um bom coração - influências da sua ama, a condessa Marie de Thievenaz, ou Mimi, que acolhe Catherine, sempre suspeitando que lhe desperta algo de familiar, quando o seu destino a leva ao castelo no Vale do Loire.

Há por ali uma série de mal-entendidos que leva a uma separação dos dois protagonistas. Catherine permanece no castelo, ao passo que Louis regressa à parafernalia de Paris (que é como quem diz, aos bordéis e às festas com os amigos - atenção, o livro está apenas polvilhado com pequenas descrições, nada de grave que possa ferir susceptibilidades -, o rapaz é um libertino. Ponto.)
E como se não bastásse o carácter boémio, ainda por cima é burro. Porque se deixa enlear pela trama dourada de duas senhoras recém-chegadas de Londres - a Viscondessa e a sua filha Blanche de Belfort.

E eis que começa a telenovela. - Porque suas senhorias, não perdem tempo em deitar a mão à fortuna desmedida do Marquês, e não olham a meios para obter os seus objectivos.
A parte divertida dá-se quando a querida amiga de infância de Louis - a Duquesa Isabelle Dufour - toma conhecimento da situação e, através de engenhosas ideias as desmascara (a sério, até para uma telenovela, achei delicioso).

Lá para os capítulos finais, os fios do destino de Catherine e de Louis voltam-se a cruzar (se bem que as circunstâncias não sejam as melhores. A rapariga sofre ali um revés e...) e depois não é que se dá uma transformação no moço? De boémio passa a casto, imaginem só! Juro que fiquei parva, e desiludida. Se bem que em pensamento, continua o mesmo de sempre. Embora mais contido...

E o fim chegou em poucas páginas e se querem saber, soube-me a pouco. Vou-vos ser sincera, estava à espera de mais acção (não propriamente do tipo de acção acção ahah) mas achei o final um pouco chocho... Quer dizer, depois de tantas emoções ao longo da leitura (pura telenovela, porque era assim que me sentia quando via alguma - a raiva contra os vilões; a adrenalina por saber que estão perto, tão perto de serem desmascarados; aquele prazer nas picardias entre personagens, em que se vê a léguas que estão mesmo para ficar juntos... enfim, esse rol de emoções e depois puff.) Algo precipitado, como se a autora já não soubesse o que dizer, ou estivesse apressada para concluir.

Mas pronto, não me posso queixar, porque depois de dois meses e tal para ler o Morte em Pemberley (que foi um bom livro, diga-se de passagem), sabe muitíssimo bem, ler um livro assim em dois dias e meio (valha-me os transportes, que isso de vir a ler no comboio a caminho de casa ajuda ehehe)

Não diria que gostei muito, como gostei de tantos outros, mas pela celeridade da leitura, que até foi fácil (e não tinha letras garrafais xD) e apesar das tricas e dicas e do final qu deixou a desejar, até foi uma leitura leve e agradável.  Por isso vou abrir uma excepção:

Classificação: 3,5/5