quarta-feira, 23 de abril de 2014

Herança de Vergonha - Nora Roberts, opinião


Título Original: Born in Shame 
Trilogia da Herança - Vol. III
Autora: Nora Roberts
Editora: Edições Chá das Cinco
Número de páginas: 288


Sinopse:

Shannon Bodine é uma talentosa ilustradora numa das mais prestigiadas agências de publicidade de Nova York. Mas a sua vida dá uma reviravolta quando descobre a identidade do seu verdadeiro pai: Thomas Concannon. Respeitando a última vontade da falecida mãe, Shannon ganha coragem e viaja até à distante Irlanda. Mas quando lá chega, a sua solidão e vergonha desaparecem na alegria da família que ela nem sabia existir. E na linda paisagem irlandesa, impregnada de lenda e misticismo, Shannon descobre finalmente a possibilidade de um amor que estava predestinado. Herança de Vergonha continua a história das irmãs Concannon, mulheres dos nossos dias, ligadas pelo espírito intemporal da sua terra.


Sobre a Autora:

Nora Roberts é considerada um verdadeiro fenómeno editorial. Desde o dia em que começou a escrever histórias a lápis, o sucesso nunca mais a largou. Muitos dos seus mais de 150 livros foram já adaptados ao cinema e estão traduzidos em cerca de 26 idiomas.
Com mais de 250 milhões de cópias dos seus livros impressas e mais de 100 livros na lista do New York Times até à data, Nora Roberts é indiscutivelmente a escritora de ficção feminina mais célebre e amada dos dias de hoje.




Opinião:

Dois anos depois, é com um misto de alegria e nostalgia que acabo de ler a Trilogia da Herança. É um prazer voltar às descrições mágicas e luxuriantes com que a autora nos brinda sobre a Irlanda...

"Colinas atrás de verde desdobravam-se à sua frente, divididas aqui e ali por muros de rocha, fatiadas por um pedaço de terra castanha revolvida, uma súbita extensão colorida que eram campos de flores silvestres."

Assim como reencontrar as irmãs Concannon e as personagens com as quais criei empatia ao longo da trilogia.
No volume que encerra o ciclo, depois de várias buscas, Maggie e Brie dão as boas-vindas à irmã que descobriram através de cartas que o pai trocara com a mulher a quem muito amara. Como é natural, entre a bondade de Brie e os ataques de mau-génio de Maggie, gostei muito de ver como as três irmã se aproximavam, e como os laços de amor e amizade se formavam através dos mais pequenos, e, quiçá, gestos corriqueiros.

Porém, já não posso dizer o mesmo do romance que acompanha o desenvolver da história, como é quase imagem de marca da autora. Está bem escrito e descrito, não coloco quaisquer objecção, o sortudo apaixonado é um personagem digno de nota 10, quer por aspecto quer por personalidade (continuo a perguntar-me onde é que ela os arranja assim...), porém, a romântica em mim tirou férias por período indeterminado, pelo que não apreciei tanto como outrora. Pareceu-me quase... indiferente. Lia as passagens, algumas vezes quase em diagonal, e chegava-me tudo de forma muito desapaixonada.

E o facto de acontecer tão rapidamente: o cupido acertou-lhe, puff, foi amor à primeira vista, e no instante a seguir já temos algo como "-Eu amo-te Shannon. É simples. Quero casar contigo e criar uma família contigo." não abonou à situação. Claro que o que manteve o interesse foram respostas como: "-Isto não está a acontecer. Agora ouve o que eu te digo, tira esta loucura da cabeça. Não vai resultar. Estás a romancear a situação. A alucinar."

Convenhamos que apesar de ter concordado plenamente com a resposta, a atracção entre ambos é palpável, e só por isso, podemos supor que, bem ao estilo de Nora Roberts, o par romântico vai acabar por cair nos braços um do outro. (Por e de diversas maneiras) Mas não sem alguns percalços e arrufos! O que vai espevitanto o interesse.

No geral, o que me fez gostar deste último livro foi o facto de abordar o longo caminho que alguns de nós têm de percorrer, até aceitar que perdemos aqueles que amamos, mas que é possível abrir o nosso coração aos outros e perceber que é "permitido" aceitar o amor e amizade com que somos recebidos. E aí, tudo se torna possível. Até emendar antigas feridas e construir pontes.

Nora Roberts é já uma autora de eleição para mim; não tenho tantos livros na estante quanto gostaria, mas ando a trabalhar nesse sentido, conforme pais e carteira o permitem :P
Esta é a segunda trilogia Irlandesa que li da autora, e é sempre um prazer viajar para lá, ainda que para já seja só assim... Espero um dia realizar esse sonho há muito semeado cá dentro :)

Confesso que andei indecisa com o que tinha achado... entre o gostei e o gostei muito, lá arranjei algo intermédio. Para quem está habituado à autora, quer os cenários impecáveis, e as personagens fortes e bem construídas, assim como as relações paralelas que as mantêm unidas, continua tudo intacto. Penso que o que estragou um pouco, digamos assim, foi a ausência de empatia pelo casal e pelo romance em si, que tem tanto de cálido como de luxuriante. Se virem por aí uma fadinha vermelha (não sei que forma tem e só lhe estou a atribuir a cor, porque dizem que o vermelho é a cor do amor), façam-me a gentileza de a mandar para aqui, sim? ;)

Classificação: 3,5/5

segunda-feira, 21 de abril de 2014

TAG: Venha o Diabo e escolha!

E voltei às TAG's, que saudades ehehe Esta TAG foi criada pela Catarina do blog Little House of Books :)

Ora bem, primeiro de tudo um obrigada à Kel por ma ter passado, e depois, tenho a dizer que este título vem mesmo a calhar (parece que foi feito à medida do estado de espírito actual - total inner riot - hihih)

E agora venham de lá as perguntas complicadas:

1 – Preferias só poderes ler um livro por ano e saberes que ias adorá-lo ou leres vários e nãos gostares muito deles?
Hum... (começa bem...) Com a falta de tempo e de cabeça com que a faculdade me tem deixado, se calhar, preferia ler um livro que me deixasse *uau* de olhos a brilhar, do que ir-me desgastando com livros que não me diziam muito. Mas só se calhar...

2 – Preferias nunca poderes conhecer o teu autor(a) favorito/a ou nunca mais poderes ler mais livros do/a mesmo/a a partir deste momento?
(a sério, mas que raio de pergunta Catarina lol) Pensando na Nora Roberts e outras autoras com uma imaginação malévola para criar personagens masculinos de arregalar o olho, não me convinha nem um nem outro. Maas... como a possibilidade de a conhecer é algo remota, prefiro continuar a ler os seus livros, que, pelo menos dessa maneira, posso continuar a sonhar e a suspirar ahah

3 – Preferias ser obrigado a ver sempre os filmes antes de leres os livros ou nunca veres os filmes?
(Temos de ser tão extremos? lol) Bem, acho que me fico pela segunda hipótese. Normalmente tenho tendência a ler os livros primeiro. Quando há adaptação, prefiro ter a escolha de ver ou não ver, pois, como é sabido no meio dos leitores (agora parecia uma alusão a uma sociedade secreta hihi) a nossa imaginação é ilimitada, e quando vemos algo no cinema, há o risco de ficar aquém das expectativas que criámos, e assim mudar a perspectiva que tinhamos do livro.

4 – Preferias matar uma das tuas personagens favoritas de sempre ou deixar um dos piores vilões escapar impune?
Talvez optasse por um final marcante em que a minha rica personagem morresse de forma triunfal e trágica, mas que em contrapartida, o vilão fosse com ela. Finais justos.

5 – Preferias ser um tributo nos Jogos da Fome ou que a pessoa mais importante para ti no mundo o fosse?
*riso maléfico* Neste caso, faria questão de oferecer a pessoa que era mais importante para mim no mundo (que ruindade, eu sei, mas as cirscunstâncias assim o ditam :P) 

6 – Preferias que a tua série favorita de sempre nunca tivesse existido ou que o/a autor(a) nunca a conseguisse acabar?
(George R. R. Martin, livra-te de não acabar a Guerra dos Tronos, livra-te!). Finais em aberto, são coisa que me fazem comichão, porque há uma panóplia infinita de hipóteses, e ficar na incerteza chateia-me um bocadinho. Por isso, talvez, talveez, optasse pela 1a.

7 – Preferias nunca ter conhecido esta comunidade literária na internet ou teres de deixar de fazer parte dela para sempre obrigatoriamente?
(opa, ó Catarina, a sério? Isto é a mesma coisa que perguntar se queres entrar na biblioteca de Hogwarts e ficar barrado por uma parede de vidro lool) Mal por mal, preferia nunca ter conhecido.

8 – Preferias que um livro que encomendaste chegasse a tua casa numa edição super feia, mas em óptimas condições ou que chegasse a tua casa na edição que querias, mas toda estragada, sem puderes reclamar?
Toda estragada e sem poder reclamar? Jamais de la vie (como diria uma enfermeira que me dá aulas), mal por mal a edição "super feia", que depois eu era esperta e imprimia a capa que queria e depois era só usar como capa protectora (eu sei que isto tem um nome próprio, mas não me ocorre...)


9 – Preferias que os teus livros, por conta de uma tragédia, ardessem ou se afogassem?
(Ne pas possible!) Nem uma coisa, nem outra! Cruzes, credo...

10 – Preferias rasgar a capa de um livrou ou sujá-la com algo que não saia? 
(A sério? A sério? Mas que mal fizeram os livros para sofrer com tamanho castigo, heeein?)
Recuso-me a ponderar qualquer hipótese xD



Como eu acho que devia haver uma parte para comentários... ('bora lá inovar)


Querida Catarina, eu gosto muito do teu blog, mas confessa lá, quando criaste esta TAG estavas possuída pelo Demo, não estavas? perdão, perdão, inspirada, digo :P
Agora a sério, foi super divertido, tendo em conta que às horas que eram, me ia rindo a bandeiras despragadas eheh

E agora passo esta tag aos seguintes blogues :)


- Carolina, do Singularidades de Uma Rapariga Loira
- Mónica, do A Thousand Lives
- Sara, do Cantinho da Neptuno 
- Silvana, do Por detrás das palavras

domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa que é Páscoa tem...

Isto de andar desaparecida por estas bandas e ausente do computador, dá nisto... ora então não dá :P

Queria só desejar-vos uma Páscoa Feliz! Se possível com amêndoas e chocolates e.... livros, ora pois claro!


E se este ano não resultou, não se preocupem que ainda há muitas outras oportunidades para trazer um (ou mais) livro(s) para casa eheh

quinta-feira, 20 de março de 2014

Uma Luz Furtiva - Nora Roberts, opinião

https://www.harlequinportugal.com/BigImgHandler.ashx?img=~/ImagenesLibros/Rainhas_1.jpg&ancho=230 

Título Original: Hidden Star
Autora: Nora Roberts
Editora: Harlequin
Número de Páginas: 320
Colecção: Rainhas do Romance

Sinopse:

Tinha um mistério entre mãos para resolver, no entanto, aquela mulher sem passado já era um mistério por si só...

Bailey James não se lembrava de nada, nem sequer de quem era. Contudo, era evidente que tinha problemas... problemas realmente complicados! E precisava desesperadamente da ajuda de Cade Parris se quisesse conservar a sua vida e descobrir de que tipo de problemas se tratava.
Desde que admirara a beleza frágil de Bailey, o imperturbável detective privado Cade Parris tinha a sensação de que era ele quem estava prestes a esquecer-se de quem era. Apostaria o que fosse preciso em como Bailey não cometera crime nenhum. No entanto, o que fazia ela com uma grande mala cheia de dinheiro e um diamante gigantesco?

Sobre a Autora:

Nora Roberts é considerada um verdadeiro fenómeno editorial. Desde o dia em que começou a escrever histórias a lápis, o sucesso nunca mais a largou. Muitos dos seus mais de 150 livros foram já adaptados ao cinema e estão traduzidos em cerca de 26 idiomas.
Com mais de 250 milhões de cópias dos seus livros impressas e mais de 100 livros na lista do New York Times até à data, Nora Roberts é indiscutivelmente a escritora de ficção feminina mais célebre e amada dos dias de hoje.




Opinião: 

Neste romance de bolso, Nora Roberts trás-nos um policial apimentado com algum romance e muito mistério. Aproveito para dizer que no espaço de cinco seis anos, não sei precisar, já li este livro vezes equivalentes, e, o curioso é que mantenho a minha opinião. Se calhar, agora que penso, devo ter repetido na esperança que algo mudasse ahah, estou a brincar. 
O livro em si é interessante, não desgostei de todo, até porque já estou bem acostumada à escrita de Nora Roberts, mas por mais vezes que leia, sinto que não me arrebatou tanto como os outros que vim a ler posteriormente, à excepção do dia em que mo ofereceram e o devorei num ápice. 
Bailey é uma personagem que está desfeita em peças: acorda sem memória alguma, num lugar que lhe é desconhecido, e tem na sua posse uma mala cheia de dinheiro e um diamante azul do tamanho de um punho.
Ao longo da história acabei por simpatizar e compadecer-me da sua situação, uma vez que não consigo sequer imaginar o que seria acordar sem saber quem sou, o que faço, se tenho ou não família, se me lembro dela, se sentirão ou não a minha falta, amigos... enfim.
A sua relação com Cade é ao início atribulada, mas, ao gosto da autora, acaba por se desenvolver algo entre ambos. Quanto ao moço, sabemos logo de início que é detective privado, dono da sua própria agência e, dado o estado do sítio, carece da ajuda profissional de uma empregada para dar uma volta e fazer o que a antiga secretária não fazia.
Com o desenrolar da história, à medida que ambos decifram o puzzle que colocou a jovem misteriosa à porta do seu escritório, ficamos a conhecer algumas partes da vida de Bailey, cujos intervenientes dão continuidade ao mistério nos livros seguintes. A autora explora em certa medida a vida de Cade, desde a relação com a família, o que levou à profissão que já faz parte de si, e aos laços com Bailey que se estreitam. Até que a última peça é encontrada e o que parece um final feliz, culmina num desenlace em que o perigo está sempre à espreita...

Este é um livro cujo suspense pode levar-nos a desfolhar o livro com mais ou menos rapidez, dependendo do leitor, mas no geral é um romance agradável de ler, e que no final nos convida a conhecer os seguintes volumes até ao encerrar do mistério. Quem se atreve?

Classificação: 3/5

quarta-feira, 19 de março de 2014

Os Ficheiros Spellman - Lisa Lutz, opinião

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Título Original: The Spellman Files
Autora: Lisa Lutz
Editora: Presença
Número de Páginas:
Colecção: O Lado B (nº2)

Sinopse:

Bem-vindo ao mundo da Família Spellman. Eles são divertidos, muito unidos, calorosos e extremamente competentes e dedicados ao seu trabalho. Bom, talvez um bocadinho dedicados de mais...
Donos de uma agência de investigação privada que emprega quase todos os membros da família, desenterrar os segredos das vidas alheias é a coisa mais natural no seu dia-a-dia. O pior é quando já não conseguem separar o trabalho da vida pessoal... Significa isto que a mãe investiga o passado dos namorados da filha Izzy de 28 anos, o pai vai deixando escutas espalhadas pela casa como quem não quer a coisa e a filha mais nova, Rae, de apenas 14 anos, chantageia-os a todos com fotografias comprometedoras.
Izzy, porém, decidiu que a única forma de fugir ao caos e à paranóia geral em que vive é abandonar o negócio da família. Mas para isso terá de resolver um último caso e, quando Rae desaparece, essa sim será para todos a investigação das suas vidas - ainda que de uma forma totalmente inesperada! Os Ficheiros Spellman é ao mesmo tempo uma comédia hilariante e enternecedora e um manual sobre como levar a família à loucura... tudo por amor.

Sobre a Autora:
Lisa Lutz é uma escritora de nacionalidade norte-americana que passou uma década a trabalhar no argumento do filme Plan B para depois decidir que nunca mais queria escrever um guião na sua vida. Os Ficheiros Spellman é o seu primeiro livro e foi considerado um acontecimento editorial, tendo rapidamente sido adquirido por 22 países.


Opinião:

Esta foi uma das aquisições da Aventura dos Livros Grátis, e, embora nãotenha sido a primeira opção, não posso deixar de me sentir satisfeita.
Este é um livro com que, desde a primeira à última página, se pode contar com a sua quota parte de humor. Não descurando as partes mais recheadas de pormenores interessantes (sim, para quem quiser saber mais sobre como espiar o próximo de maneira eficaz, acreditem, têm o livro certo!) e outras um pouco sérias.
No início, a autora, narrando na 1a pessoa (ou seja, no papel de Izzy), começa por apresentar o negócio de família - como tudo começou -, à medida que introduz os membros da família Spellman. Os fundadores, Albert e Olívia, e os filhos, David, O Perfeito, Izzy, a não tão normal quanto os pais gostariam, Rae, a filha mais nova, e o Tio Ray.
A história flui com facilidade, se bem que seja precisa alguma paciência nos primeiros capítulos (se calhar o problema foi mesmo meu, e não é vosso ahah), mas rapidamente o leitor se deixa envolver pelas aventuras e peripécias dos elementos da família Spellman. E com uma família de loucos como esta, era um pouco difícil não haver gargalhadas a meio do dia/noite. Ri-me que nem uma perdida com as tropelias de Izzy, desde a infância até ao momento presente, deliciei-me com a lista dos ex-namorados (detalhada, mas com o essencial) alteei o sobrolho e quase me passei com a "vigilância 24h" que os pais tinham sobre Izzy... (acho que depois de ler isso, nunca mais me queixo dos meus pais!). Achei interessante ver como Rae se movia pela família, servindo-se de sabedoria e audácia, para atingir os seus objectivos, e... mais não digo!
Garanto que depois de ler um livro assim, se torna complicado não partilhar tudo isto convosco, mas para não estragar a surpresa, convido-vos a entrar neste mundo, cuja loucura junta muita animação, perseguições, relações famíliares e ainda mistério!

Classificação:4/5

quarta-feira, 12 de março de 2014

Oh, Cherry Ripe - Claudy Conn, opinião

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Título: Cherry Ripe
Autora: Claudy Conn
Número de páginas: 194
Formato: ebook

Opinião:

Numa época em que os comportamentos se regem pelas regras da etiqueta, a jovem Cheryl Elton, é uma jovem que se destaca pela sua irreverência e comportamento que vai contra as convenções Londrinas.
"Ah, in London you must sit properly, dance properly, never ride astride..."
Por isso, com vinte e um anos, e uma longa lista de escândalos no registo, é obrigada a casar-se.
  • Primeira coisa que quero destacar: Vinte e um anos de idade era considerado o limite aceitável para se casar (portanto, eu por esta altura, com quase 22... bem, não vamos pensar nisso xD)
  • Casar-se com um completo estranho? Isso, sim, era um verdadeiro escândalo para Cheryl.

Continuando, acho que só pela personalidade de Cherry, não só o facto de querer e de pensar pela sua própria cabeça, mas pelo sentido de justiça e bondade, acabei por simpatizar com ela. (Basicamente a miuda é uma peste com bom coração)
Por outro lado, temos um Lord atraente e misterioso que partilha a mesma visão do casamento que Cherry, se bem que, devido a circunstâncias especiais, acaba por ceder às convenções.
Mas nada ocorre como é esperado. Eles nunca se encontram, como é desejo da madrasta (boa) de Cherry, e a história decorre sobre as finas linhas do destino. Tudo muito ao sabor do inesperado, portanto.

Confesso que não estava a contar com o elemento surpresa, porque  nada se passou conforme eu ia arriscando. O que é bom, pois, à sua maneira, fugiu ao cliché romântico do estilo: Eles conhecem-se e agora temos diversos cenários: a) perdem-se de amores um pelo outro; b) não se suportam; c) o sentimento de afeição/atracção/etc é unilateral... Enfim, nos romances, as possibilidades são diversas.


A par com isso, a história vai-se desenrolando num ritmo fluído e agradável de ler (se bem, que tive os meus momentos em que passei algumas páginas à frente só para verificar quanto mais faltava para um novo capítulo), e apreciei o facto de a autora explorar o passado de cada uma das personagens, explicando o porquê de certos pormenores no presente, fazendo tudo de modo a que nenhum suspeitasse que o universo parecia conspirar contra eles (ou estava mesmo). E acho que isso também conferiu à história um certo encanto.

Esta foi a minha estreia com a autora, e no tablet (que serve de "substituto" ao kobo e associados) me esperam mais ebooks ehehe

Classificação: 3,5/5

terça-feira, 4 de março de 2014

Aquisições de Fevereiro

Se por um lado Fevereiro foi o mês da razia em termos de leitura, por outro, foi o da loucura em aquisições para a estante. Sim, este foi o mês em que perdi a cabeça. Foram promoções, a Campanha da Editorial Presença, livros a óptimos preços, enfim.

Sem mais delongas, apresento-vos as novas aquições da estante cá de casa:



- Os Ficheiros Spellman, de Lisa Lutz
- O Diário Perdido de Don Juan, de Douglas Carlton Abrams
- Observações, de Janes Harris

Estes três são fruto da campanha da Editorial Presença e, por mim trazia mais para casa :P Queria os dois do Nicholas Sparks para fazer companhia ao que veio cá para casa e aos residentes, e queria o "Procura-se Diamante para Relacionamento Sério", de Lauren Weisberger - mas foram-se todos num instante. Pudera :p


- Um Homem Com Sorte, de Nicholas Sparks
- Nunca Digas Adeus, de Lesley Pearse

Encontrei-os em alturas diferentes em promoção no Continente, e fiquei super contente por poder acrescentá-los à estante. Feitas as contas, da Lesley Pearse só me falta "Sonhos Proibidos" (yeei)

Quanto aos dois últimos, comprei-o a duas amiga.
- Lady Eve's Indescretion, de Grace Burrowes
- A minha História com Bob, de James Bowen

Em Dezembro, a Catarina do blog little house of books fez um vídeo sobre os livros que recebeu no Natal, e a segunda obra de James Bowen despertou-me a curiosidade, a pontos de querer ler o primeiro :)

E pronto, agora tenho mais uma pilha de livrinhos para ler (se bem que nunca são demais hihih), entretanto já comecei a ler Os Ficheiros Spellman. Ainda não sei muito bem o que esperar, mas o que é certo, é que já dei umas quantas gargalhadas e ainda só vou na página 74.

E agora que há tempo, vou aproveitar e dar uma espreitadela aos vossos blogues e ver o que veio para vossas casas :P

Beijinhos, bom carnaval e resto de boa semana!**

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quase, quase, quase!

Estou quase de férias! Pode ser apenas uma semana, mas até me vêm as lágrimas aos olhos, só de pensar que nesses dias posso dormir e pôr a leitura em dia. Principalmente quando as aquisições se começam a acumular nas prateleiras da estante... Em minha defesa, só ainda não organizei tudo como quero, porque ainda estou à espera que cheguem os livros daquela iniciativa maravilhosa da Editorial Presença (perdi a cabeça, uma vez mais!) e outro que uma menina aqui da blogosfera recomendou num dos seus vídeos -  esse vai permanecer envolto no mistério eheh Mas até lá, se vos apetecer, façam as vossas apostas xD
Se quiserem, até se pode tornar a coisa mais interessante, e para quem acertar, há uma surpresa :P

Entretanto, vou organizar os livros parte I, que vieram cá para casa para postar aqui ;)


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Breve update

Tenho 3 coisas por que dar graças:
1. É fim-de-semana!
2. Dormi 14horas seguidas! (milagre!)
3. Faltam 4 dias (a contar desta segunda) para concluir mais uma prática clínica!

Más notícias:
1. Ando com o livro da Nora Roberts enconstado à box desde... já nem me lembro =/
2. Qualquer dia a minha cama diz que já não quer nada comigo, tal são as poucas horas que lá passo, sendo que às 6h da manhã saio de fininho...


Ora pois, mas agora como deve ser:
Estas últimas 3 semanas têm sido a loucura. Estou a uma semana (yei) de acabar o estágio de Maternidade no serviço de obstetrícia e, apesar das poucas horas de sono (3/4) diárias e o queimar constante de pestanas, estou a gostar imenso. Convivo diariamente com recém-mamãs e os seus adoráveis meninos e meninas, e, embora o cansaço se vá tornando evidente, é gratificante chegar ao final do dia, exausta, mas sabendo que fiz ali alguma diferença.

Quanto a livros, isso sim, "bota desgraça nisso!".
Além de continuar em lei seca, (que desde o início de Fevereiro pouco ou nada tenho lido) Father forgive me for I have sinned! Pois é, fui fazer um balanço do que entrou para a estante desde o início do ano, e ia-me dando o treco. 8. Oito livros novos.

Dois em Janeiro e seis este mês.
É verdade que livros nunca são demais, mas, tenho de admitir que, quer o espaço na estante quer o volume da carteira, vão diminuindo progressivamente... Não gastei assim muito, apesar de tudo até fiz bom negócio, mas, quer dizer, ainda só passaram 2 meses (choque e pavor xD)
Portanto, vou ter de me controlar por algum tempo. Defeni uma meta até Agosto, que é quando faço anos, mas, acho que devo ser realista e ir aos poucos. Posto isso, acho que vou comprar umas palas para quando tiver de ir ao Continente, e retirar da rota Book.it's, Fnac's e afins. Ah, e evitar certos sites por uns tempos.

Então e como vão as coisas por aí? Desculpem, mas com esta ausência, têm de ser vocês a actualizarem-me, pois não tenho tido tempo de ir aos vossos cantinhos... =/

Beijinhos, boas leituras e bom fim-de-semana!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os Escrúpulos de Maigret - Georges Simenon, opinião

 
Autor: Georges Simenon
Editora: Livraria Bertrand
Volume: III
Número de Páginas: 158

Sinopse:
Em 'Os escrúpulos de Maigret', o inspector da polícia francesa depara-se com um dos casos mais difíceis de sua carreira - sem um cadáver ou um motivo, Maigret investiga um crime que ainda está para acontecer. Xavier Marton - o educado vendedor da secção de brinquedos do Grande Museu do Louvre - pede ajuda a Maigret. Ele está convicto de que a sua mulher pretende envenená-lo. Pouco tempo depois, a própria esposa de Xavier procura Maigret para informar que é a sua vida que corre perigo. Na dúvida se ambos são lunáticos, manipuladores ou vítimas, resta ao inspetor investigar os dois suspeitos. Ao observar a relação do casal, Maigret penetra num curioso caso sobre o casamento e as circunstâncias que levam uma relação ao fim.

Opinião:
Assim que li a última página e fechei o livro, fiquei com uma sensação esquisita, muito semelhante a um esgar, quase como se tivesse comido algo extremamente amargo.
No geral, penso que esta história foi muito bizarra e o final em nada foi diferente. Porque o que começa com um quebra-cabeças, desenrola-se numa sucessão de acontecimentos estranhos que acaba por culminar numa morte.... Efectivamente um crime foi cometido e o que mais me chocou nesta história foi a forma como o autor vai revelando o que aconteceu e como tudo se processou na mente do criminoso.

Estou indecisa entre o gostei e o "naah, esquece lá isso"...

Enfim, vou fazer uma pausa deste autor e comer qualquer coisinha doce para ver se isto passa!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Maigret Diverte-se - Georges Simenon, opinião


Título Original Francês: Maigret S'amuse
Autor: Georges Simenon
Editora: Livraria Bertrand
Volume: II
Número de Páginas: 157

Opinião:

O comissário Maigret da Polícia Judiciária, vê-se a braços com um estranho caso que abalou a cidade de Paris. No entanto, é obrigado a acompanhar de fora, pois o médico advertiu-o a tirar férias. Então, é pelos jornais, que segue o caso, qual detective amador (pormenor que o diverte - daí o título, penso eu de que...)
Uma jovem mulher é encontrada numa e dobrada em dois num armário de um consultório médico. Pois então, quem será ela? E porque motivo terá ela sido assassinada e despojada das suas roupas? E mais, conseguirá o comissário descobrir a verdade?

Como já vos tinha contado num post anterior, este livro foi descoberto na casa da minha avó paterna e já data de 13 de Setembro de 1956 - portanto uma relíquia, pois tem as páginas já amarelas e nota-se que foi já manuseado diversas vezes.
Estreei-me com este autor e confesso que não estava à espera de ficar tão presa às páginas. Apesar de simples, a história é envolvente e as personagens tendem a ganhar vida na nossa cabeça, enquanto tentamos deslindar o que terá acontecido e quem terá sido o culpado.
Gostei igualmente das descrições do autor, maioritariamente pormenorizadas, que me levaram a viajar pelos boulevards de Paris, e nos outros cenários por que este leva o leitor.
Por isso é um livro que recomendo a qualquer um que goste de um bom policial.

E depois deste, aguardo com curiosidade os mistérios que o comissário Maigret tem ainda por desvendar, na minha estante ehehe

Classificação: 4/5

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Protector - Madeline Hunter, opinião

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Título Original: The Protector
Autora: Madeline Hunter
Editora: Edições Asa
Número de Páginas: 288

Sinopse:

Numa terra sem lei, devastada pela guerra e pelas pragas, Morvan Fitzwaryn, um cavaleiro errante, faz jus à sua honra e protege os mais fracos.
Habituado a ser o melhor, o mais forte, o mais temido, não esperava vir a conhecer um guerreiro cujas qualidades de combate rivalizassem com as suas. Quando se encontram pela primeira vez, é Morvan quem precisa desesperadamente de ajuda. De espada na mão e porte altivo, o guerreiro a quem ficará a dever a vida é, surpresa das surpresas, uma mulher!
Em pouco tempo, a imbatível Anna de Leon torna-se no único prémio digno de ser conquistado... e o único que Morvan não consegue arrebatar.

Sobre a Autora:

Madeline Hunter publicou o seu primeiro romance em 2000. Escreveu já vinte romances históricos e ganhou por duas vezes o prémio RITA, da Romance Writers of America, com Stealing Heaven em 2003 e Lessons of Desire em 2008. Quase todos os seus livros figuraram na lista dos mais vendidos do USA Today e é uma das autoras favoritas da publicação Romantic Times. As suas obras encontram-se traduzidas para doze línguas, tendo vendido seis milhões de exemplares. Para além de Os Pecados de Lord Easterbrook, no catálogo da ASA figuram já os seus romances As Regras da Sedução, Jogos de Sedução e Casamento de Conveniência. Doutorada em História de Arte, dá aulas numa universidade.

Opinião:

Este foi um livro que me foi emprestado no verão de 2011, mas que, não me recordo bem porquê, não acabei de ler... Depois, foi-me oferecido o ano passado pelo natal, e, conclusão, mil anos depois, leio-o do início ao fim :)
Este é o 2º livro (publicado cá) da Saga Medieval de Madeline Hunter.

Anna de Leon é uma mulher que se considera desenquadrada do mundo feminino, por ser mais alta até que a maioria dos rapazes e na sua natureza prática, encontrou um lugar na abadia de Saint Meen. Porém quando um infeliz acaso do destino a leva de encontro ao jovem cavaleiro Morvan Fitzwaryn, as coisas mudam ligeiramente de figura, e o que começa numa estranha amizade, ameaça pôr em risco o que tinha planeado para si.
Quer por aqui, quer pela sinopse ou pelo estilo já tão característico desta autora, podemos adivinhar que há romance no horizonte. E para quem leu o livro que saiu anteriormente cá, "Casamento de Conveniência", sabe que Morvan é um homem, que apesar de honrado, está habituado a ter as mulheres que quer.
Tanto ele como Anna têm personalidades muito vincadas e fortes, por isso não é difícil imaginar que estes dois entram logo em pé de guerra. O que, em certas ocasiões é divertido de ler. E ao longo da história, gostei de acompanhar a evolução destes dois, das cedências que cada um, invariavelmente, acabava por fazer, da paixão que faíscava e borbulhava entre os dois e as picardias que a esse fim levava.
Em termos de época medieval, apenas ilustrada com alguns termos e imagens, confesso que me soube a pouco, mas, no geral, e como já é costumeiro, não me desiludiu.

E no final, este livro conseguiu surpreender-me, porque tudo aquilo de que me lembrava não correspondia propriamente à história que a autora pinta, na sua escrita cativante. E esta é a maravilha de nos encantarmos novamente com uma história que gostamos uma vez, quando na memória se vão desvanecendo alguns detalhes.

Classificação: 4/5

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

E o que vem a seguir?

Olá olá! :D

Não sei se lhe possa chamar primeira leitura do ano, talvez, leitura de transição entre anos (ok, a pipoca está a fritar ahah), mas seja como for está concluída! E fiquei surpreendida no final da leitura, por isso a opinião sairá muito em breve do forno eheh

E com isto já posso adicionar a primeira entrada à lista de leituras deste ano :p

Quanto à próxima, pensei em aventurar-me por uns policiais que encontrei na casa da minha avó e trouxe para cá. Alguém já ouviu falar de Maigret Simenon?
Não tenho a coleção completa, apenas alguns volumes dispersos, mas, para além do facto de não ter sinopse, o que me atraí são as páginas já de si amarelas, e saber que nelas podem estar contidas tantas memórias. Gosto inclusivé de pensar que estas histórias já foram lidas pelo meu pai, ou pelos meus tios, ou até pelo meu avô antes de morrer. Há, portanto, uma certa nostalgia, que em nada é ultrapassada pelo entusiasmo de uma nova descoberta eheh

Boa semana e boas leituras!*


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Bom 2014 e que os desafios comecem!

Antes de mais nada, Bom Ano! 

 
(Dá para acreditar que mais um ano se passou??)


Este novo ano vai começar logo em força com uma nova etapa (de vida/universitária), e a nível blogosférico, decidi dar o passo e aventurar-me pelo mundo dos desafios literários.

O primeiro, encontrei no blogue da Silvana, Por detrás das palavras, vai de A a Z (ambicioso e...) e consiste em ler livros, cujos apelidos comecem por cada uma das letras do abecedário (...complicado :p);

http://pordetrasdaspalavras.blogspot.pt/2013/12/desafio-de-a-z-concluido.html#comment-form 

E o segundo encontrei-o no blogue da Mafi e da Ne, Algodão Doce Para o Cérebro, que no fundo consiste em ler o maior número de livros (em qualquer língua - português, inglês... - o que importa é que entendamos eheh) da Editora Harlequin. Sabem aqueles livros de bolso, na sua maioria romances, que se calhar até os temos na estante sem saber ;)

http://algodaodoceparaocerebro.blogspot.pt/2013/11/desafio-2014-harlequin-regras-e.html

Acho que para quem é iniciada nisto como eu, estes dois são óptimos e interessantes :)
Tenho 361 dias (o dia de hoje vai servir para acabar de ler "O Protector) para serem recheados de boas leituras - pelo menos assim o espero - e de grandes momentos. E que todas as coisas boas se mantenham e melhorem, quanto às menos positivas e às dificuldades, o importante é sabermos lidar e crescer com elas, de modo a fazer deste um ano memorável. E este é o que desejo para mim como para cada um de vós que me acompanha :)

Beijinhos e boas leituras!

Balanço Literário

Olhando para trás, este ano li menos do que o anterior, e o desafio a que me propus ficou incompleto. Mas ainda assim, penso que foi um ano positivo, pois, apesar das ocasionais faltas de tempo, no geral, consegui ir lendo qualquer coisa (mais em alguns meses, menos ou nenhum noutros) e o importante é que a leitura não faltou. (Mais que não fosse, sebentas e outras que tais da faculdade :p)

A nível literário houve pontos altos e baixos. Livros que gostei, que me surpreenderam pela positiva, que, de certo modo me marcaram, e que quase devorei. (carregando nas imagens acedem às opiniões)

 http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/01/a-arvore-dos-segredos-sarah-addison.html   http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/02/a-guerra-dos-tronos-george-rr-martin.html  http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/08/heat-wave-richard-castle-opiniao.html  http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/09/inferno-dan-brown-opiniao.html  http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/12/morte-em-pemberley-pd-james-opiniao.html

Depois temos outros que foram uma desilusão, que me fizeram desistir da leitura sem olhar para trás, ou que, apesar de terem proporcionado uma leitura minimamente agradável, pecaram na falta de consistência, coesão e conteúdo.

http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/01/jogos-secretos-jill-mansell-opiniao.html  http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/09/o-remedio-michelle-lovric-opiniao.html 
 http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/12/aposta-indecente-matilda-wright-opiniao.html http://viajar-pelos-livros.blogspot.pt/2013/02/sapatos-de-rebucado-joanne-harris.html


Ainda tenho um livro em mãos - deu-me para ler "O Protector", de Madeline Hunter (que já esteve há dois anos nas minhas mãos, e me foi oferecido um ano depois). Devo acabá-lo muito em breve, de preferência antes que o meu estágio começe - ou seja, tenho até dia 6 de Janeiro para isso. Oh boy, wish me luck! :P. 

A nível de blogue, sinto-me orgulhosa por, apesar das ausências, ter conseguido manter o blogue até hoje, e através dele, mantido contacto com pessoas fantásticas neste vasto mundo da blogosfera! E penso que é óptimo quando conseguimos levar a cabo um projecto que envolve uma paixão como é a leitura e podemos partilhar o que pensamos e sentimos quando folheamos um livro, e nesses momentos somos levados para outro universo. Penso que nesse aspecto este ano foi super positivo, e agradeço profundamente todo o vosso apoio e feedback, que, de certo modo, me ajudou a crescer enquanto pessoa e enquanto blogger :) Obrigada!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Prendas de Natal Literárias

Já vos tinha dito que adoro o natal? É sempre uma época tão festiva, tão colorida, tão cheia de vida, com pessoas à nossa volta, risadas, momentos de partilha, e prendas, e doces, ai os doces xD
E prendas literárias eheh
Desde muito cedo, o hábito de leitura foi cultivado, pelo que, tenho a sorte de receber livros quase todos os natais e aniversários. E este ano não foi excepção :D

Este natal fui contemplada com 4 livrinhos:

Um foi uma auto-prenda (esta palavra existe, ou acabei de a inventar? :o):
Encontrei-o na Fnac do Chiado e não resisti em trazê-lo para casa! Já o tinha lido em inglês (quando o requisitei na biblioteca) mas queria mesmo tê-lo na estante. 







Dos padrinhos, recebi mais um da Danielle Steel. Quando me mudei pela 2a vez (já lá vai uma década?), fiz amizade com a vizinha da frente assim que ela me deu carta branca para a sua estante *-* E nessa altura li todos os que ela tinha desta autora. Por isso, estou curiosa com o que este trará.







E, finalmente dos paizinhos :D
Fiquei muito satisfeita pela surpresa :) Mas como em ambos os casos há um livro que os procede, vou esperar até os comprar. Se a curiosidade for muita, bem, dá-se a mão à palmatória e, se for preciso, depois relê-se ehehe

 


E pronto, estas foram as prendinhas deste ano, gostei muito! E espero que o próximo também traga novas surpresas :)
Então e vocês, receberam livros?

Beijinhos, umas excelentes entradas em 2014 e boas leituras!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!



Hoje é véspera de Natal e faz-me uma certa confusão, porque me parece que o tempo passou rápido demais... No entanto, o importante é que saibemos aproveitar o tempo da melhor maneira, e nos deixemos envolver por este espírito natalicio, apesar de todas as dificuldades e intempéries.
Por isso, desejo-vos a todos e aos que mais gostam, um Feliz e Santo Natal, com muito amor, paz, calor e harmonia!
E aos que gostam de livros, tanto ou mais que eu, que os tenham no sapatinho eheh (Pai Nataal, esta é para ti :P)
Beijinhos!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Aposta Indecente - Matilda Wright, opinião

 
Autora: Matilda Wright
Editora: Livros d'Hoje
Número de Páginas: 240

Sinopse:  

Ela ensinou-lhe que a vida não é um jogo...

Paris, 1854. Um dos homens mais ricos de França, o marquês de Villeclaire tem uma vida luxuosa e despreocupada, onde não falta nada que o dinheiro e a sua posição social possam pagar. Mulheres, jogo, festas, caçadas, palácios…
Mas uma aposta faz com que os destinos de Villeclaire e Catherine Duvernois, uma jovem e misteriosa viúva, se cruzem, numa altura em que uma nuvem negra tolda os dias do belo marquês, prestes a casar, contra sua vontade, com Blanche de Belfort.
A vida de Louis de Villeclaire desmorona-se…
Quem é Catherine Duvernois? E Blanche de Belfort? Alguém está a mentir. Mas quem? Porquê? A resposta mudará para sempre o futuro destas três personagens.

Um romance arrebatador, que se desenrola entre os sofisticados salões da aristocracia parisiense e as deslumbrantes paisagens do vale do Loire, levando os leitores numa viagem inesquecível por cenários de sonho, durante o reinado do Imperador Napoleão III.

Sobre a Autora:
Matilda Wright nasceu em Londres, em 1968. Estudou Literatura Inglesa em Cambridge e vive com o marido na região de Cúmbria, no Norte de Inglaterra, onde criam cavalos. Têm quatro filhos que, de vez em quando, também vivem lá em casa. Aposta Indecente, agora editado pela Livros d’Hoje, é o primeiro dos seus romances a ser publicado, dos muitos que tem escrito desde os seus tempos de Universidade, sem nunca os ter mostrado a nenhum editor.

Opinião:
Portanto, acabo de ler, venha a opinião fresquinha...

A história começa com o seu quê de mistério e intriga em volta da jovem viúva Catherine Duvernois, que, com apenas 22 anos, de um homem muito mais velho, avarento e aparentemente idiota - a sério, quem é que faz uma aposta irrealista de dois mil milhões de francos, e dá a mulher e as suas propriedades como garantia?, vê o seu destino irremediavelmente ligado a um homem, e pelo mesmo método a que foi forçada no passado.
É pois aqui que entra em cena o Marquês Louis de Villeclaire - um mulherengo do piorio, ou libertino e depravado assumido, como não tem problema de admitir. O Marquês é atraente, milionário, um idiota de primeira com as mulheres, mas lá no fundo, bem lá no fundo (imaginem-se a atirar uma pedrinha num poço sem fundo, e depois de não sei quanto tempo ouvem o som da pedra a embater contra algo), até tem um bom coração - influências da sua ama, a condessa Marie de Thievenaz, ou Mimi, que acolhe Catherine, sempre suspeitando que lhe desperta algo de familiar, quando o seu destino a leva ao castelo no Vale do Loire.

Há por ali uma série de mal-entendidos que leva a uma separação dos dois protagonistas. Catherine permanece no castelo, ao passo que Louis regressa à parafernalia de Paris (que é como quem diz, aos bordéis e às festas com os amigos - atenção, o livro está apenas polvilhado com pequenas descrições, nada de grave que possa ferir susceptibilidades -, o rapaz é um libertino. Ponto.)
E como se não bastásse o carácter boémio, ainda por cima é burro. Porque se deixa enlear pela trama dourada de duas senhoras recém-chegadas de Londres - a Viscondessa e a sua filha Blanche de Belfort.

E eis que começa a telenovela. - Porque suas senhorias, não perdem tempo em deitar a mão à fortuna desmedida do Marquês, e não olham a meios para obter os seus objectivos.
A parte divertida dá-se quando a querida amiga de infância de Louis - a Duquesa Isabelle Dufour - toma conhecimento da situação e, através de engenhosas ideias as desmascara (a sério, até para uma telenovela, achei delicioso).

Lá para os capítulos finais, os fios do destino de Catherine e de Louis voltam-se a cruzar (se bem que as circunstâncias não sejam as melhores. A rapariga sofre ali um revés e...) e depois não é que se dá uma transformação no moço? De boémio passa a casto, imaginem só! Juro que fiquei parva, e desiludida. Se bem que em pensamento, continua o mesmo de sempre. Embora mais contido...

E o fim chegou em poucas páginas e se querem saber, soube-me a pouco. Vou-vos ser sincera, estava à espera de mais acção (não propriamente do tipo de acção acção ahah) mas achei o final um pouco chocho... Quer dizer, depois de tantas emoções ao longo da leitura (pura telenovela, porque era assim que me sentia quando via alguma - a raiva contra os vilões; a adrenalina por saber que estão perto, tão perto de serem desmascarados; aquele prazer nas picardias entre personagens, em que se vê a léguas que estão mesmo para ficar juntos... enfim, esse rol de emoções e depois puff.) Algo precipitado, como se a autora já não soubesse o que dizer, ou estivesse apressada para concluir.

Mas pronto, não me posso queixar, porque depois de dois meses e tal para ler o Morte em Pemberley (que foi um bom livro, diga-se de passagem), sabe muitíssimo bem, ler um livro assim em dois dias e meio (valha-me os transportes, que isso de vir a ler no comboio a caminho de casa ajuda ehehe)

Não diria que gostei muito, como gostei de tantos outros, mas pela celeridade da leitura, que até foi fácil (e não tinha letras garrafais xD) e apesar das tricas e dicas e do final qu deixou a desejar, até foi uma leitura leve e agradável.  Por isso vou abrir uma excepção:

Classificação: 3,5/5

domingo, 8 de dezembro de 2013

Morte em Pemberley - P.D. James, opinião



Título Original: Death comes to Pemberley
Autora: P.D. James
Editora: Porto Editora
Número de Páginas: 304


Sinopse:

1803. Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy – o famoso par de Orgulho e Preconceito –, casados há já seis anos e com dois filhos, não podiam estar mais felizes na imponente propriedade rural de Pemberley. Até ao dia em que Lydia, uma das irmãs Bennet, chega à mansão gritando que o marido foi assassinado na floresta.

Em Morte em Pemberley, P. D. James combina as suas duas maiores paixões: a literatura policial e a obra de Jane Austen. O romance é uma clara homenagem à grande autora novecentista, mas faz justiça também às melhores histórias de assassinato, seguindo a tradição dos grandes romances de mistério sobre a aristocracia inglesa. Ou não fosse P. D. James a grande senhora do crime nas terras de Sua Majestade…


Sobre a Autora: 

P. D. James nasceu em Oxford, Inglaterra, em 1920. Durante a Segunda Guerra Mundial trabalhou na Cruz  Vermelha e, em 1949, nos Serviços de Segurança Britânicos. Em 1968, entrou para o Departamento de Polícia do Ministério do Interior. Estreou-se na literatura aos 42 anos, tornando-se uma das maiores escritoras de romances policiais da atualidade.

Opinião:
Pela sinopse, e como o próprio título indica, podemos esperar uma trama envolta no mistério, em que o casal de Orgulho e Preconceito, Mrs. e Mr. Darcy veêm o seu ambiente de paz e harmonia ameaçado pela sombra de uma morte que traz consigo a iminência de um escândalo para Pemberley.

Portanto, há um homicídio. Mas quem será a vitíma? Será realmente Wickham? E quanto ao criminoso, será a sua identidade descoberta e, por conseguinte, levado a justiça? Estando a dúvida lançada e o convite feito para ler, passemos ao que interessa.

Apesar de ter levado para lá de dois meses (shame-on-mee) a ler e de lá pelo meio ter andado a engonhar, quando me vi novamente com tempo para prosseguir com a leitura, esta passou com surpreendente celeridade, acompanhando o desenrolar dos acontecimentos, em que a dúvida permanecia sempre a mesma. Quem seria o culpado? E adjacente a isso, qual seria o motivo que levou a tão hediondo acto?

Penso que a história foi muito bem escrita (afinal quem seria eu para afirmar o contrário? :p), adorei rever as personagens deste clássico de Jane Austen (sou suspeita para falar, uma vez que é o meu preferido :D), e saber que a autora deu um futuro feliz a Elizabeth e Darcy com dois meninos lindos, assim como a Jane e Mr. Bingley.
No entanto, estaria a mentir redondamente se incluísse Mrs. Lydia Wickham nesse rol. Desde o primeiro livro que tenho uma espécie de ódio de estimação por essa personagem. Acho-a estridente, irreflectida e extremamente irritante.
Considerações aparte, além de, mesmo perto do final, quando julgamos que tudo fica por ali, se dar uma reviravolta, achei interessante o que a autora acrescentou à história de certas personagens. P.D. James deu-lhes uma certa profundidade, abrindo uma porta para o passado e mostrando detalhes que se viriam a reflectir no presente, e porventura no futuro.

E mesmo no último capítulo, fiquei surpresa não só com a menção das personagens de outro clássico de Jane Austen, Emma e Mr. Knightley e Miss Harriet Smith, assim como a forma como estas intervêm na história. É curioso que ao longo desta leitura, embora tenha levado o seu tempo a terminar, a autora me foi surpreendendo com estes pequenos pormenores. Resumindo e concluindo, gostei muito e é um livro que recomendo a sua leitura, p.ex., nesta quadra, com mantas em redor, e em frente da lareira.

Classificação 4/5

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ah, bendita sexta-feira!


É tão bom poder chegar a sexta-feira, ter o temível exame de saúde materna feito, estar cansada (quase zombie com as noitadas), mas nada me tira aquela sensação de alívio de que já me posso sentar confortavelmente na cama (botija de água quente aos pés - semos finas :p) com o livro no colo.



E falando em livros, (para quem a leitura era a passo de caracol xD) posso dizer que me sinto orgulhosa por ter avançado para lá de 70 páginas numa manhã! Não há nada que chegue às esperas nos centros de saúde e depois para fazer análises clínicas xD
Em relação à obra, posso dizer que tomou um rumo que não estava nada à espera. Houve para ali alguma manigância por parte da autora que me deixou de sobrolho erguido e desconfiada...
Mas o que quer que seja que esteja para vir, podem apostar que ainda hoje vou descobrir ehehe

E como estou quase a acabar, aproxima-se opinião aqui no blog (o que quase parece novidade :P)

Mas e então como vai essa vida (se não é indiscrição :p) e essas leituras?

Beijinhos e bom fim-de-semana!