sexta-feira, 18 de março de 2016

(III) Roteiro pelo Japão

Em poucas palavras, quero dizer que encontrei o paraíso num pequeno restaurante na Malveira, cuja especialidade é... drum rolls... Sushi. SUSHIIII

Quem é que aqui gosta de sushi? E quem é que se sente incompreendido pelos seus pares que não percebem que esta é uma iguaria divinal e que em nada é igual à que se serve em buffets chineses? Vá, quero ver essas mãos no ar.

Ora bem, o restaurante Mish Mish situa-se na Malveira, em boa verdade fica-me um bocado fora de mão, mas posso dizer de boca e de barriga cheia que vale a pena cada quilómetro feito para comer cada peça. É verdade, mais uma vez sou suspeita sobre o assunto, e mais parece que estou a fazer publicidade ao sítio (não estou, infelizmente não sou paga de forma nenhuma, muito menos em sushi).

Este é um lugar agradável onde os aficionados e os que se aventuram por stars artes milenares, podem disfrutar de uma bela refeição. As peças de sushi são confecionadas em open space, onde o cliente pode observar e realizar os pedidos.

O único "problema" é a variedade ser muita, mas para quem se perde por sushi, a solução é ter-se estômago para a modalidade "all you can eat".



Saí do restaurante a rebolar *shame on me* mas não me arrependo ahah (sim, a gula é um dos meus pecados mortais *turururu*). Á semelhança dos outros roteiros, não podia faltar a componente literária. 

Quando tinha 16 anos (o tempo que já passou...) tive uma fase em que era muito adepta da cultura japonesa, e devorava tudo o que fosse animés, doramas e mangás. Recordo-me de um dia os meus pais me terem perguntado (no gozo, infelizmente) se não queria ir até ao Japão. Anyways, no sentido de dar continuidade à temática, vou voltar a ler:


Sou uma grande fã de Yu Watase, li praticamente todas as suas obras (maioritariamente online) e vi as suas adaptações em animé. Mas esta, não sei bem porquê, deixou saudades :) Como tal, vou divertir-me a recordar o quão boa a cultura japonesa consegue ser.

Fica a questão: temos por aí fãs da cultura japonesa, chinesa ou coreana? Contem-me tudo :)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Paixões Agitadas - Jill Mansell, opinião


Título Original: Mixed Doubles
Autora: Jill Mansell
Editora: Edições Chá das Cinco
Número de Páginas: 368

Sinopse:
 
O ano novo aproxima-se e Liza, Dulcie e Pru já tomaram as suas resoluções. Quando se atinge a casa dos trinta, está na hora de dar um novo rumo à vida!
 
Liza quer casar-se. Não tem ninguém em mente, mas atrair homens interessantes nunca foi difícil para si. O problema é que não consegue manter-se interessada neles depois de os conquistar.
 
Dulcie acha que o casamento é uma chatice. O seu marido até é lindo, espirituoso e charmoso, mas Dulcie quer desesperadamente mais emoção na sua vida e está decidida a divorciar-se. Pru tem tanta autoestima como uma esfregona de chão. Adora o marido aventureiro e não consegue imaginar a sua vida sem ele. Mas conseguirá manter o casamento?
 
Que planos matreiros e maliciosos tem o destino, para três amigas que acham que sabem o que querem?
 
Opinião:
 
Em mais um romance pautado por muitas gargalhadas e momentos hilariante, Jill Mansell apresenta-nos três amigas, que não podiam ser mais diferentes entre si: Liza é confiante e bem sucedida, o seu charme atrai qualquer homem, contudo nenhum se revelou o certo. Dulcie é esfusiante e tem bom coração, porém nem sempre as suas boas intenções são bem sucedidas. Pru é a mais contida das três, mas tem em si uma força e coragem que são postas á prova quando menos espera. 
 
Como bem dita o fim de um ano e o virar de uma nova página, estas três amigas formulam resoluções para que as suas vidas sejam melhores: Se por um lado Liza se quer casar, Dulcie quer trocar o marido maravilhosamente enfadonho por novas aventuras, e por seu lado Pru deseja manter-se casada. Escusado será dizer que, quando se trata de uma obra de Jill Mansell, o inesperado está ao virar da esquina, e tudo corre menos como o planeado.
 
Á medida que o enredo se desenrola, acompanhamos o desenvolvimento de cada personagem, da sua personalidade, amores, dramas e confusões, e o seu crescimento, e é curioso como Jill Mansell consegue tecer a história de cada uma numa malha divertida e inteligente, interligando-a nos pormenores mais inesperados. Ao ponto de nos questionarmos de que forma é que o mundo pode ser como uma ervilhinha, e de nos surpreender até na última página. Não esperava mesmo determinadas situações, uma das quais me levou a devorar os últimos capítulos, para terminar num Ahhhhh! acompanhado de um profundo suspiro.  
 
Este foi um livro que me surpreendeu, pois não esperava deixar-me envolver por algumas personagens, mas o certo é que além das inúmeras gargalhadas que dei, este foi um livro que me cativou e mereceu o seu lugar na estante.
 
Classificação: 4/5

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Tenho o teu núm3ro - Sophie Kinsella, opinião


Título Original: I've got your number
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 420

Sinopse:

Dez dias antes do casamento, Poppy perde o anel de noivado. Desesperada, Poppy começa a telefonar a toda a gente para pedir ajuda e alguém lhe arranca o telemóvel da mão! Também o roubaram! Como irão agora avisá-la se encontrarem o anel? E, imediatamente, Poppy vê um telemóvel num caixote do lixo, um telemóvel abandonado de que ela precisa urgentemente. Poppy dá o seu novo número a todos os amigos e também atende as chamadas recebidas e lê as mensagens endereçadas à anterior proprietária, a secretária (que acaba de se demitir) de Sam Roxton, um empresário importante. Enquanto continua à procura do anel, Poppy mantem-se em contacto com Sam Roxton, o novo proprietário do telefone. Sam vai deixá-la ficar com o aparelho, desde que ela lhe reencaminhe todas as mensagens que receber, mas às vezes Poppy responde por Sam em assuntos profissionais e também pessoais. Não se contém. Sam também começa a opinar sobre a vida de Poppy, o seu casamento, sobre os sogros e até sobre o noivo, que talvez, não seja tão maravilhoso como ela pensava.


Opinião:

Para quem me conhece e lê aqui no blogue, sou altamente suspeita quando se trata de algum livro da Sophie Kinsella, porque, na sua grande maioria (ok, quase todos) deliro não só com a sua escrita alegre e refrescante, mas também com a maneira como aborda certas temáticas, envoltas em romance. E neste livro, que já andava super curiosa para ler, não foi nenhuma excepção.
 
Poppy está prestes a dar um passo importante na sua vida, vai casar com um homem maravilhoso, mas a sua não tão maravilhosa família, não vai ficar certamente radiante quando descobrir que perdeu a relíquia de família. Pois é, num abrir e piscar de olhos, a vida de Poppy sofre uma reviravolta que inclui um anel e o seu telemóvel roubados.
 
A partir daqui e do que a sinopse revela, a jornada de Poppy reúne os ingredientes necessários para mais um romance que tem tudo para ser animado e atribulado. Ponha a mão no ar quem é que já se viu aflito e viu a sua vida a andar para trás por ter perdido o telemóvel? (também conta quando se perde no vale dos lençóis e acordamos a meio da noite atarantados á sua procura) Eu, eu, eu! Actualmente, é comum colocarmos praticamente a nossa vida nas tecnologias, é normal recorrer ao telemóvel para consulte um contacto, um evento, uma morada, n coisas que fazem sentido na nossa vida,  contudo não me imaginava a partilhar um telemóvel com um perfeito estranho.
 
Mas é essencialmente esse pormenor que torna esta história deliciosamente interessante. Poppy faz um acordo com o seu dono, o bem sucedido Sam Roxton,  que lho empresta até recuperar o anel de noivado, mas em troca terá de reencaminhar rápida e eficientemente todas as mensagens que receber.
Á medida que estas duas personagens se vão conhecendo, a autor também revela a características que as tornam tão humanas como reais. Poppy apesar de jovial e sempre prestável, esconde as suas inseguranças, preocupando-se em demasia com os que os outros pensam de si, ao mesmo tempo que evita conflitos e tenta agradar a todos, colocando-se em segundo plano. Por sua vez, Sam que aparenta ser frio e demasiado directo, revela uma faceta mais calorosa.
 
Com o desenrolar da história, ambos apercebem que têm muito a aprender um com o outro, o que vai gerar alguma confusão em Poppy, pois no fim do dia terá uma decisão a tomar, a qual irá influenciar o seu futuro...
 
Tenho o teu núm3ro, é um romance em que o leitor se deleita com as mais variadas e caricatas situações, e por entre sorrisos e gargalhadas, acompanha as reviravoltas em que os protagonistas se vêem envolvidos. Parte de mim não resistiu em identificar-se com a doce e desvairada Poppy, e talvez tenha sido por isso que adorei o livro!
 
Classificação: 5/5


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Sê bem-vindo 2016

Boas entradas a todos!
 
Desta vez, juntei-me com uns amigos e resolvi entrar com o pé direito no novo ano em terras alentejanas!
 
Adoro a sua quietude e tranquilidade, mas desengane-se quem pensar que foi o que mais reinou por lá eheh Ainda levei um livro comigo mas não adiante muitas páginas tal foi a azáfama que preencheu esses dias.
 
Curiosamente, não comi passas, nem derivados (uvas, smarties, ou o que convier mais aos gostos e imaginação de cada um) nem tão-pouco defini resoluções a concretizar ao longo do ano.
Para ser diferente dos outros  anos, apenas desejo conseguir focar-me na faculdade, descomplicar-me a nível pessoal, e dedicar mais de mim ao blogue, que, coitadinho, tem sido negligenciado com a falta de tempo.
 
A todos vós bom ano e acima de tudo boas leituras!