quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Aposta Indecente - Matilda Wright, opinião

 
Autora: Matilda Wright
Editora: Livros d'Hoje
Número de Páginas: 240

Sinopse:  

Ela ensinou-lhe que a vida não é um jogo...

Paris, 1854. Um dos homens mais ricos de França, o marquês de Villeclaire tem uma vida luxuosa e despreocupada, onde não falta nada que o dinheiro e a sua posição social possam pagar. Mulheres, jogo, festas, caçadas, palácios…
Mas uma aposta faz com que os destinos de Villeclaire e Catherine Duvernois, uma jovem e misteriosa viúva, se cruzem, numa altura em que uma nuvem negra tolda os dias do belo marquês, prestes a casar, contra sua vontade, com Blanche de Belfort.
A vida de Louis de Villeclaire desmorona-se…
Quem é Catherine Duvernois? E Blanche de Belfort? Alguém está a mentir. Mas quem? Porquê? A resposta mudará para sempre o futuro destas três personagens.

Um romance arrebatador, que se desenrola entre os sofisticados salões da aristocracia parisiense e as deslumbrantes paisagens do vale do Loire, levando os leitores numa viagem inesquecível por cenários de sonho, durante o reinado do Imperador Napoleão III.

Sobre a Autora:
Matilda Wright nasceu em Londres, em 1968. Estudou Literatura Inglesa em Cambridge e vive com o marido na região de Cúmbria, no Norte de Inglaterra, onde criam cavalos. Têm quatro filhos que, de vez em quando, também vivem lá em casa. Aposta Indecente, agora editado pela Livros d’Hoje, é o primeiro dos seus romances a ser publicado, dos muitos que tem escrito desde os seus tempos de Universidade, sem nunca os ter mostrado a nenhum editor.

Opinião:
Portanto, acabo de ler, venha a opinião fresquinha...

A história começa com o seu quê de mistério e intriga em volta da jovem viúva Catherine Duvernois, que, com apenas 22 anos, de um homem muito mais velho, avarento e aparentemente idiota - a sério, quem é que faz uma aposta irrealista de dois mil milhões de francos, e dá a mulher e as suas propriedades como garantia?, vê o seu destino irremediavelmente ligado a um homem, e pelo mesmo método a que foi forçada no passado.
É pois aqui que entra em cena o Marquês Louis de Villeclaire - um mulherengo do piorio, ou libertino e depravado assumido, como não tem problema de admitir. O Marquês é atraente, milionário, um idiota de primeira com as mulheres, mas lá no fundo, bem lá no fundo (imaginem-se a atirar uma pedrinha num poço sem fundo, e depois de não sei quanto tempo ouvem o som da pedra a embater contra algo), até tem um bom coração - influências da sua ama, a condessa Marie de Thievenaz, ou Mimi, que acolhe Catherine, sempre suspeitando que lhe desperta algo de familiar, quando o seu destino a leva ao castelo no Vale do Loire.

Há por ali uma série de mal-entendidos que leva a uma separação dos dois protagonistas. Catherine permanece no castelo, ao passo que Louis regressa à parafernalia de Paris (que é como quem diz, aos bordéis e às festas com os amigos - atenção, o livro está apenas polvilhado com pequenas descrições, nada de grave que possa ferir susceptibilidades -, o rapaz é um libertino. Ponto.)
E como se não bastásse o carácter boémio, ainda por cima é burro. Porque se deixa enlear pela trama dourada de duas senhoras recém-chegadas de Londres - a Viscondessa e a sua filha Blanche de Belfort.

E eis que começa a telenovela. - Porque suas senhorias, não perdem tempo em deitar a mão à fortuna desmedida do Marquês, e não olham a meios para obter os seus objectivos.
A parte divertida dá-se quando a querida amiga de infância de Louis - a Duquesa Isabelle Dufour - toma conhecimento da situação e, através de engenhosas ideias as desmascara (a sério, até para uma telenovela, achei delicioso).

Lá para os capítulos finais, os fios do destino de Catherine e de Louis voltam-se a cruzar (se bem que as circunstâncias não sejam as melhores. A rapariga sofre ali um revés e...) e depois não é que se dá uma transformação no moço? De boémio passa a casto, imaginem só! Juro que fiquei parva, e desiludida. Se bem que em pensamento, continua o mesmo de sempre. Embora mais contido...

E o fim chegou em poucas páginas e se querem saber, soube-me a pouco. Vou-vos ser sincera, estava à espera de mais acção (não propriamente do tipo de acção acção ahah) mas achei o final um pouco chocho... Quer dizer, depois de tantas emoções ao longo da leitura (pura telenovela, porque era assim que me sentia quando via alguma - a raiva contra os vilões; a adrenalina por saber que estão perto, tão perto de serem desmascarados; aquele prazer nas picardias entre personagens, em que se vê a léguas que estão mesmo para ficar juntos... enfim, esse rol de emoções e depois puff.) Algo precipitado, como se a autora já não soubesse o que dizer, ou estivesse apressada para concluir.

Mas pronto, não me posso queixar, porque depois de dois meses e tal para ler o Morte em Pemberley (que foi um bom livro, diga-se de passagem), sabe muitíssimo bem, ler um livro assim em dois dias e meio (valha-me os transportes, que isso de vir a ler no comboio a caminho de casa ajuda ehehe)

Não diria que gostei muito, como gostei de tantos outros, mas pela celeridade da leitura, que até foi fácil (e não tinha letras garrafais xD) e apesar das tricas e dicas e do final qu deixou a desejar, até foi uma leitura leve e agradável.  Por isso vou abrir uma excepção:

Classificação: 3,5/5

3 comentários:

  1. Eu achei-o fraquinho e mal me lembro da história :/ Ainda por cima li-o praticamente na mesma altura que o da Emma Wildes e não deu para não comparar...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu estava a espera de mais, que fosse algo que correspondesse à sinopse, mas nessas circunstâncias foi bom de ler. Ainda não li nada da Emma Wildes, embora vontade e curiosidade não me faltem :P
      Beijinhos

      Eliminar
  2. O título dá a impressão de ser meio "Hot" mas pela sua resenha não é nada disso kkk Melhor assim, na minha opinião. A trama me pareceu ser bem interessante! Pretendo ler hoje mesmo: http://portugues.free-ebooks.net/ebook/Aposta-Indecente

    ResponderEliminar