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sábado, 3 de maio de 2014

Louca por compras - Sophie Kinsella, opinião


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Título Original: The Secret Dreamworld of a Shopaholic
Autora: Sophie Kinsella
Páginas: 336
Editor: Livros d'Hoje

Sinopse:
Quando as coisas se descontrolam - os descontrolados vão às compras.
Rebecca Bloomwood é louca por compras, está enterrada de dívidas até aos ossos e passa o tempo a tentae escapar ao seu gerente de conta. A sua única esperança é tentar ganhar mais e gastar menos. O seu único consolo é comprar alguma coisa - só mais uma coisinha...

Sobre a Autora: 
Sophie Kinsella nasceu em Londres. Estudou música no New College, em Oxford, mas passado um ano mudou para Política, Filosofia e Economia. Para além de escritora de romances foi anteriormente jornalista na área financeira.
O seu primeiro livro, Louca por Compras, é um best seller internacional e encontra-se numa adaptação cinematográfica da Walt Disney Motion Pictures, produzida por Jerry Bruckeimer.
Kinsella é ainda autora de onze livros e é considerada uma das mais populares autoras de ficção ligeira do momento. Actualmente vive em Londres com a família 

Opinião:
Becky Blommwood, é uma jovem alegre com uma paixão infinita por compras, cujo lema se baseia em algo como isto: Um novo emprego? Esperemos. Um novo homem? Possivelmente. Uma nova carteira? Absolutamente.
Tem um emprego que não a motiva, mas que serve para pagar as contas provocadas pela sua dita paixão, e quando o inesperado acontece, a aventura começa.

Louca por compras é o primeiro livro de Sophie Kinsella a ser editado em Portugual, um romance leve e muito divertido que aborda um dos meus guilty pleasures - adoro roupa, mas essencialmente tenho uma paixão secreta por malas e sapatos! Ando a namorar uma mala Louis Vuitton e uns sapatos Louboutin desde que me lembro... mas voltando à leitura!

Num estilo muito fluído, a autora conta-nos a história de Becky, as aventuras com a amiga Susie e as reviravoltas que a levam a um emprego que não estava de todo nos seus planos e que promete algo mais...

Ri-me bastante ao longo deste livro, agora sou suspeita por simpatizar com a Becky, mas tirando a sua loucura por compras, considerei-a uma personagem um pouco desvairada, mas com bom coração (principalmente com as roupas abandonadas em cabides nas lojas, e em saldos!), e que cresce no desenrolar da história. A amizade com Susie fez-me lembrar um pouco a que tenho com a minha melhor amiga (outra bookaholic)... a certa altura, todos erramos e dizemos e/ou fazemos coisas que nos parecem normais, mas que depois vemos que pusemos o pé na argola... Mas ao final de cada dia, o importante é sabermos que temos aquela pessoa importante para nos apoiar e com quem partilhar momentos hilariantes e não só ;)
Relativamente ao romance que paira no ar, achei-o na proporção certa, ou seja, nem muito lamechas, nem muito leviano. Existem momentos de algum humor, algumas picardias, e outros em que pensamos que é agora, é agora!

Como devem saber, esta obra foi adaptada ao cinema, mais tarde, noutro post, falarei sobre isso, mas quero deixar já escrito que fiquei bastante agradada com o actor que dá vida a Luke. Sim, sra!

Considerações aparte, recomendo este livro pois proporciona ao leitor bons momentos de humor e também de alguma reflexão.

Classificação: 4/5

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Aposta Indecente - Matilda Wright, opinião

 
Autora: Matilda Wright
Editora: Livros d'Hoje
Número de Páginas: 240

Sinopse:  

Ela ensinou-lhe que a vida não é um jogo...

Paris, 1854. Um dos homens mais ricos de França, o marquês de Villeclaire tem uma vida luxuosa e despreocupada, onde não falta nada que o dinheiro e a sua posição social possam pagar. Mulheres, jogo, festas, caçadas, palácios…
Mas uma aposta faz com que os destinos de Villeclaire e Catherine Duvernois, uma jovem e misteriosa viúva, se cruzem, numa altura em que uma nuvem negra tolda os dias do belo marquês, prestes a casar, contra sua vontade, com Blanche de Belfort.
A vida de Louis de Villeclaire desmorona-se…
Quem é Catherine Duvernois? E Blanche de Belfort? Alguém está a mentir. Mas quem? Porquê? A resposta mudará para sempre o futuro destas três personagens.

Um romance arrebatador, que se desenrola entre os sofisticados salões da aristocracia parisiense e as deslumbrantes paisagens do vale do Loire, levando os leitores numa viagem inesquecível por cenários de sonho, durante o reinado do Imperador Napoleão III.

Sobre a Autora:
Matilda Wright nasceu em Londres, em 1968. Estudou Literatura Inglesa em Cambridge e vive com o marido na região de Cúmbria, no Norte de Inglaterra, onde criam cavalos. Têm quatro filhos que, de vez em quando, também vivem lá em casa. Aposta Indecente, agora editado pela Livros d’Hoje, é o primeiro dos seus romances a ser publicado, dos muitos que tem escrito desde os seus tempos de Universidade, sem nunca os ter mostrado a nenhum editor.

Opinião:
Portanto, acabo de ler, venha a opinião fresquinha...

A história começa com o seu quê de mistério e intriga em volta da jovem viúva Catherine Duvernois, que, com apenas 22 anos, de um homem muito mais velho, avarento e aparentemente idiota - a sério, quem é que faz uma aposta irrealista de dois mil milhões de francos, e dá a mulher e as suas propriedades como garantia?, vê o seu destino irremediavelmente ligado a um homem, e pelo mesmo método a que foi forçada no passado.
É pois aqui que entra em cena o Marquês Louis de Villeclaire - um mulherengo do piorio, ou libertino e depravado assumido, como não tem problema de admitir. O Marquês é atraente, milionário, um idiota de primeira com as mulheres, mas lá no fundo, bem lá no fundo (imaginem-se a atirar uma pedrinha num poço sem fundo, e depois de não sei quanto tempo ouvem o som da pedra a embater contra algo), até tem um bom coração - influências da sua ama, a condessa Marie de Thievenaz, ou Mimi, que acolhe Catherine, sempre suspeitando que lhe desperta algo de familiar, quando o seu destino a leva ao castelo no Vale do Loire.

Há por ali uma série de mal-entendidos que leva a uma separação dos dois protagonistas. Catherine permanece no castelo, ao passo que Louis regressa à parafernalia de Paris (que é como quem diz, aos bordéis e às festas com os amigos - atenção, o livro está apenas polvilhado com pequenas descrições, nada de grave que possa ferir susceptibilidades -, o rapaz é um libertino. Ponto.)
E como se não bastásse o carácter boémio, ainda por cima é burro. Porque se deixa enlear pela trama dourada de duas senhoras recém-chegadas de Londres - a Viscondessa e a sua filha Blanche de Belfort.

E eis que começa a telenovela. - Porque suas senhorias, não perdem tempo em deitar a mão à fortuna desmedida do Marquês, e não olham a meios para obter os seus objectivos.
A parte divertida dá-se quando a querida amiga de infância de Louis - a Duquesa Isabelle Dufour - toma conhecimento da situação e, através de engenhosas ideias as desmascara (a sério, até para uma telenovela, achei delicioso).

Lá para os capítulos finais, os fios do destino de Catherine e de Louis voltam-se a cruzar (se bem que as circunstâncias não sejam as melhores. A rapariga sofre ali um revés e...) e depois não é que se dá uma transformação no moço? De boémio passa a casto, imaginem só! Juro que fiquei parva, e desiludida. Se bem que em pensamento, continua o mesmo de sempre. Embora mais contido...

E o fim chegou em poucas páginas e se querem saber, soube-me a pouco. Vou-vos ser sincera, estava à espera de mais acção (não propriamente do tipo de acção acção ahah) mas achei o final um pouco chocho... Quer dizer, depois de tantas emoções ao longo da leitura (pura telenovela, porque era assim que me sentia quando via alguma - a raiva contra os vilões; a adrenalina por saber que estão perto, tão perto de serem desmascarados; aquele prazer nas picardias entre personagens, em que se vê a léguas que estão mesmo para ficar juntos... enfim, esse rol de emoções e depois puff.) Algo precipitado, como se a autora já não soubesse o que dizer, ou estivesse apressada para concluir.

Mas pronto, não me posso queixar, porque depois de dois meses e tal para ler o Morte em Pemberley (que foi um bom livro, diga-se de passagem), sabe muitíssimo bem, ler um livro assim em dois dias e meio (valha-me os transportes, que isso de vir a ler no comboio a caminho de casa ajuda ehehe)

Não diria que gostei muito, como gostei de tantos outros, mas pela celeridade da leitura, que até foi fácil (e não tinha letras garrafais xD) e apesar das tricas e dicas e do final qu deixou a desejar, até foi uma leitura leve e agradável.  Por isso vou abrir uma excepção:

Classificação: 3,5/5

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Uma Rapariga dos Anos 20 - Sophie Kinsella, opinião


Título Original: Twenties Girl
Autora: Sophie Kinsella
Páginas: 472
Editor: Livros d'Hoje

Sinopse: 
Lara sempre teve uma imaginação muito fértil, mas agora, questiona-se se não estará a ficar louca. As raparigas normais de vinte anos simplesmente não vêem fantasmas! Inexplicavelmente, o espírito da sua tia-avó Sadie - sob a forma de uma rapariga ousada, exigente e dançarina de Charleston - apareceu-lhe para fazer um último pedido: Lara deve encontrar um colar que se encontra desaparecido para que Sadie possa descansar em paz.

Lara já tem problemas que cheguem na sua vida. A sua nova empresa está em declínio, a sua melhor amiga e parceira de negócios fugiu para Goa e acaba de ser abandonada pelo amor da sua vida.
Mas à medida que Lara passa tempo com Sadie, a vida torna-se mais fascinante e a caça ao tesouro transforma-se em algo intrigante e romântico. Poderia o fantasma de Sadie ser a resposta para os problemas de Lara? Poderiam duas raparigas de épocas diferentes aprender algo especial uma com a outra?

Sobre a Autora: 
Sophie Kinsella nasceu em Londres. Estudou música no New College, em Oxford, mas passado um ano mudou para Política, Filosofia e Economia. Para além de escritora de romances foi anteriormente jornalista na área financeira.
O seu primeiro livro, Louca por Compras, é um best seller internacional e encontra-se numa adaptação cinematográfica da Walt Disney Motion Pictures, produzida por Jerry Bruckeimer.
Kinsella é ainda autora de onze livros e é considerada uma das mais populares autoras de ficção ligeira do momento. Actualmente vive em Londres com a família. 

Opinião:

Apesar de ser absolutamente tabu para a família, a separação de Lara com Josh, ainda é muito presente. Ainda para mais com as muitas mensagens que lhe envia, e, para piorar a situação, ele ainda teve o descaramento de mudar de número uma série de vezes, como se não confiásse nela... No entanto, não é a única coisa que paira na vida de Lara.
Num dia que tudo tinha para ser normal, Lara e a família organizam o funeral da sua tia-avó Sadie, uma senhora que vivera até aos 105 de idade. E é nesse fatídico dia que algo acontece.
Questionando a sua sanidade, Lara tem de lidar com o espírito de Sadie que se recusa a partir sem o seu belo colar de contas. Mas de que estaria ela a falar? Que colar seria esse? A partir daí começa uma grande aventura, recheada de momentos muito divertidos, em busca do tal colar.

A história desenrola-se entre Lara e Sadie e ramifica-se em redor de outros planos. Pois enquanto procuram pelo colar, Lara tem de lidar com a situação periclitante da firma que fundou com a melhor amiga, que decidiu tirar umas férias prolongadas e sem aviso prévio, com o futuro que pensa existir com Josh e no qual acredita piamente que Sadie tem um papel de anjo da guarda/cupido reacende romances, e, no meio disso tudo ainda esbarram num segredo de família fechado a sete chaves.

Em poucas palavras, adorei este livro. Já o li e reli e o sentimento não muda.

Pessoalmente, acho que este romance tem um pouco de tudo, principalmente quando o objectivo é passar um serão bastante agradável, com uma boa dose de gargalhadas à mistura. Mas não só. Gostei muito da forma como a amizade entre Lara e Sadie nasceu e cresceu, levando a um final muito comovente (admito que fiquei com a lágrima no canto do olho...)

Sophie Kinsella habituou-me ao seu estilo fluído e divertido de contar histórias, pelo que estou já curiosa e expectante quanto aos livros que ainda não foram editados cá, e que espero que o sejam.

Lema da Sadie: 
Querida quando as coisas correm mal na vida, o que temos de fazer é isto. Levantas o queixo, fazes o teu mais deslumbrante sorriso, preparas um cocktail... e lá vais tu.

Boas Leituras!

Classificação: 5/5